12.07
2011

estratégia , inovação , tendências | Tags: , ,

Há alguns dias, li repercussões de uma palestra do escritor canadense Malcolm Gladwell em Cannes, em que ele diz que sair na frente não é necessariamente sinônimo de sucesso, e que ser o primeiro custa às vezes tanto esforço, tempo e dinheiro que, quando chega na hora da implantação da ideia, o gás acabou. E aí quem vem depois é que pega as trilhas abertas e se dá bem.
Como então lidar com a demanda dos consumidores e das empresas pela inovação e ao mesmo tempo fazer o negócio prosperar do ponto de vista financeiro? (mais…)
07.07
2011

branding , estratégia | Tags: , , ,

O matemático John Nash, prêmio Nobel de Economia em 1994, mais conhecido por ter sido retratado no livro e filme “Uma Mente Brilhante”, perseguia algoritmos que explicassem o movimento das pombas atrás de migalhas no chão.
O ilustrador holandês M. C. Escher buscava nos fractais e nos conceitos de infinito e multiplicidade a inspiração para obras que misturavam matemática, ilusão de ótica e metamorfoses geométricas, em combinações muitas vezes impossíveis.
Os dois moravam neste e também em um mundo mais além – um por sua esquizofrenia e genialidade, o outro por sua capacidade única de enxergar além do que o olho via.
E quando enxergamos além do que o olho vê, podemos ter a ousadia do empresário queniano Chris Kirubi, que quando era chairman da CocaCola Nairobi assustou muita gente ao dizer que as empresas não precisam de estratégias de mídias sociais. (mais…)
01.06
2011

mídias sociais | Tags: , , ,

Há uma crença comum: a fórmula mágica do sucesso nas mídias sociais, repetida indefinidamente em eventos que discutem as melhores práticas de comunicação empresarial, passa por três passos: monitorar sua marca nos diversos canais de mídia social, ouvir o que as pessoas estão dizendo sobre a sua empresa (especialmente os consumidores), engajar os públicos no diálogo.

Esse mantra, embora útil e verdadeiro, já virou fruta madura que caiu do pé. Ou seja, já não traz nada de novo, e ainda assim continua sendo apresentado em discussões com gente de peso como se fosse uma revelação.

O ponto é que esses três itens – monitorar, ouvir, engajar – tornaram-se óbvios, tornaram-se a base sobre a qual outras coisas podem e devem acontecer. Que outras coisas? A variedade é grande e nem todas se aplicam a todo tipo de organização ou objetivo empresarial.

Uma das mais interessantes é a escolha do foco. A maior parte das empresas diz, com orgulho, que seu foco é no cliente. Pois é, elas podem estar erradas. Porque, antes disso, seu foco deve ser na equipe que executa o trabalho. Se esta equipe não acreditar no que faz, não perceber a importância da colaboração de cada um no processo de atendimento ao cliente, não for recompensada à altura (não só financeiramente, mas especialmente do ponto de vista de reconhecimento) e não entender o seu papel e a missão da companhia, nada vai funcionar a contento.

Outro aspecto é a comunicação entre as pessoas. É impressionante como a comunicação continua sendo, apesar de todos os recursos e tecnologias à disposição, um elo extremamente frágil no trabalho cotidiano. Pesquisas de clima organizacional conduzidas mundo afora apontam sempre a mesma coisa (e não importa o segmento de atuação ou o porte da empresa): líderes não conversam com seus subordinados, equipes não trocam figurinhas para facilitar o tráfego das tarefas, funcionários têm medo de serem mal recebidos se tentarem sugerir novas ideias aos chefes.

Então, antes de olhar para fora e interagir com os clientes, as empresas precisam olhar para dentro e incrementar a cultura da comunicação entre seus próprios funcionários.

Por fim, um terceiro ponto é que, quando se trata de mídias sociais, há um descompasso enorme entre o que querem os clientes e no que efetivamente acreditam as empresas. Uma pesquisa realizada pelo Instituto Brasileiro de Inteligência de Mercado (Ibramerc) em novembro do ano passado mostrou que, embora 70% dos consumidores desejem acessar as empresas via mídias sociais, apenas 7% delas acreditam que utilizar esses canais seja algo realmente imprescindível.

A maior parte das empresas encara as mídias sociais apenas como uma iniciativa desejável (48%), uma ferramenta complementar e pouco relevante para seus negócios ou para o relacionamento com os clientes. Mas, apesar disso, 65% das empresas brasileiras já estão presentes nas redes sociais. Resta saber o quanto do mantra essencial (monitorar, ouvir, engajar) está sendo realmente colocado em prática.

Mas não adianta repetir o mantra para alcançar o sucesso. Não, não há fórmula mágica. Há, sim, muito estudo e avaliação sobre o que pode funcionar para o seu negócio, para o seu tipo de cliente. Não é uma aposta, e sim um planejamento.

13.05
2011

mídias sociais | Tags: , ,

Uma vez eu li uma definição que achei bem engraçada, mas também muito verdadeira: “o Twitter é como um hospício: todo mundo fala sozinho e de vez em quando alguém responde”. Muitos estudiosos têm se debruçado sobre essa necessidade intrínseca do ser humano de falar. Falar, falar, falar o que quer que seja – interessante ou não, aproveitável ou não. As mídias sociais viraram canais facílimos para amplificar esse conteúdo (ou falta dele).

Fico chocada quando certos humoristas são considerados entre os “mais influentes do Twitter” ao postar apenas futilidades e piadas sem graça, e apesar disso arrebatar milhares de “seguidores”. Já discuti antes em meu blog no portal Exame.com sobre a diferença entre ser popular e ser influente. Vídeos fraquinhos no YouTube tornam-se virais. Cantores de péssima qualidade viram sucessos. Por quê? Porque é fácil consumir.

No dia 29 de abril, o casamento real entre o príncipe William e Kate Middleton foi mais um exemplo dessa necessidade absoluta das pessoas de comentar (mesmo pra ninguém responder) um acontecimento. O casamento, como não poderia deixar de ser, disparou nos trending topics do Twitter mundial, provando que histórias água com açúcar ainda encantam, sim, as pessoas.

Esse interessante infográfico reflete uma pequena parte de tudo o que foi falado naquele dia no Twitter. O mais curioso é que o lado “fofoca” ganhou muito mais espaço do que discussões sobre a realeza, a continuidade desse regime de governo,  casamento e vida a dois etc etc. Como li também no Twitter naquele dia, se toda a energia dispendida para comentar os detalhes da cerimônia fosse dedicada a disseminar os interessantes e úteis conteúdos dos eventos TEDx espalhados pelo mundo, aí sim estaria havendo algum benefício para a humanidade.

Mas quem é que disse que a humanidade não prefere falar o tempo todo sobre futilidades e superficialidades? É o grande nó para educadores e pensadores no mundo todo.