2012
marketing | Tags: abordagem de marketing, relacionamento com o cliente
Um amigo meu postou no Facebook a foto que havia feito no banheiro de uma lanchonete em Curitiba. As reações foram as mais diversas – de “ai, que nojo!†a “muito bom!â€, passando por “você não comeu lá, não é?â€.
Comentários à parte, eu resolvi usar a foto aqui (créditos para Rodrigo Fornos) para pensar na abordagem de marketing do tal bilhete.
Existe um estudo (que virou livro, intitulado Nudge) que mescla psicologia e comportamento econômico, elaborado por Richard Thaler e Cass Sunstein, que mostra como a chamada “arquitetura da escolha†pode direcionar comportamentos, especialmente nas áreas de saúde e bem estar. A ideia é simples: ao induzir as ações das pessoas, focaliza-se o bem comum.
Um exemplo foi o que o aeroporto de Amsterdam fez, ao pintar uma pequena mosca no fundo dos mictórios nos banheiros masculinos, bem ao lado do ralo. Instintivamente, os homens miram a mosca na hora de fazer xixi. O resultado? 80% menos respingos no chão, banheiros mais limpos por mais tempo. Isso é nudge.
O que o bilhete da lanchonete tentou fazer – ainda que de maneira meio torta – foi direcionar a ação do consumidor, um call to action para evitar uma situação indesejada. A linguagem chocante, embora tenha provocado nariz torto de muita gente, é proposital – porque ninguém fica indiferente. Ou você acha que, depois dessa, alguém ia jogar papel no vaso sanitário?
O problema desse tipo de comunicação mais agressivo é que muitos clientes tomaram tão ao pé da letra o recado que juraram nunca mais por os pés na tal lanchonete. Outros se divertiram com a sinceridade estilo soco-no-estômago do recado.
E você, o que acha? Comente!
Esse post foi escrito originalmente por Mariela Castro para o blog Amo MKT.




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