2010
branding , consumo | Tags: branding, consumidor, mÃdias sociais
Hoje li no Twitter uma definição que achei muito pertinente, porque reúne os quatro ingredientes fundamentais para a comunicação ideal na nova realidade de web 2.0: “MÃdias sociais = menos promoção, produtos melhores, mais verdade, gente mais felizâ€.
Quero me ater ao item “mais verdadeâ€. Não dá mais para tentar controlar ou manipular verdades que a tecnologia se encarrega de escancarar para quem quiser ver/ouvir. Não adianta, por exemplo, a Fifa decidir vetar o replay em partidas de futebol para evitar o constrangimento de árbitros e até jogadores em lances polêmicos como a anulação do nÃtido gol da Inglaterra contra a Alemanha ou de faltas maldosas – a verdade teima em prevalecer.
Sobre isso, empresto uma frase do jornalista Rodrigo Vieira da Cunha em um post no blog A Ficha Caiu: “Isso não é mais possÃvel ou aceitável no mundo em que vivemos, em que a velocidade não permite mais que a verdade seja travestida de desinformação.â€
Sim, é lÃquido e certo. Empresas, instituições, polÃticos (candidatos ou não), celebridades e até pessoas fÃsicas devem ter em mente que as mÃdias sociais já têm hoje o papel de mainstream media, equiparando-se a veÃculos de comunicação tradicionais como jornais e TV. As mÃdias sociais já se tornaram mÃdia de massa. Já são canais importantÃssimos de informação.
A velocidade com que a verdade é disseminada não dá margem para o “nada a declararâ€, o “isso é intriga da oposição†e desculpas semelhantes. Errou? Assuma e diga o que vai fazer para corrigir. E rápido. Nada pior, em uma crise, do que o silêncio prolongado. Silêncio abre espaço para especulação.
Ainda na contramão de tentar “controlarâ€, algumas empresas esquecem-se da transparência. “Não devemos ser totalmente transparentes, pois isso abriria segredos estratégicos para os nossos concorrentesâ€, já ouvi um CEO dizer. Ele apenas se confundiu. Ser transparente não é ser ingênuo e revelar seus diferenciais como empresa. Nada disso. Transparência, como percebida pelo consumidor e pelo investidor, é comprometer-se com posturas éticas, com a não-manipulação de dados, com o social e ambientalmente correto. É dar tratamento igualitário a todos os stakeholders (fornecedores, clientes, parceiros, investidores, acionistas etc), disseminando as mesmas informações corporativas ou financeiras, ao mesmo tempo, para todos os públicos-alvo.
As mÃdias sociais só fizeram amplificar o que as pessoas já sentiam: se uma empresa não se ativer à verdade, ela será punida por isso. E a segunda chance será muito, muito mais trabalhosa.
 Este post foi originalmente publicado em meu blog MÃdias Sociais, no Portal Exame.





1 Comentários
Olá Mariela, mais uma vez você nos presenteia com um excelente artigo, parabéns!
O tema que escolheu abordar é tão vergonhoso quanto parece. Palmas a todos os que se rebelam contra a “insistente cara-de-pau” desfilada pela – ainda – maioria das entidades existentes. Penso que os erros do futebol estejam prestando um grande serviço, na medida em que despertam essa “massa” adormecida para a realidade da decepção… no entanto quem reclama é a elite… funny place this is
Beijo
Paulo