2009
cultura corporativa , mídias sociais | Tags: conversa, estratégia, mídias sociais
A percepção que muitas empresas têm das mídias sociais é parecida com a que temos em relação ao bungee jump: é uma enorme adrenalina, pode ser uma experiência maravilhosa, mas dá um medo danado e é preciso planejar com cuidado antes de se atirar.
Mas se você finalmente tomou coragem e decidiu que o bungee jump é tudo o que você sonhou na vida (ou, em outras palavras, que as mídias sociais são o canal que faltava para a sua empresa), é preciso antes de mais nada responder a algumas questões.
Por que minha empresa deve usar mídia social? O que espero conseguir? Que benefícios meu consumidor/cliente terá? Minha empresa tem, no seu DNA, a vontade de interagir verdadeiramente com as pessoas, estando disposta a se expor? Todos na empresa acreditam e estão interessados nisso, a começar pelo presidente? Que táticas e ferramentas devo escolher, para atingir meu público-alvo? Onde está, sobre quais assuntos discute e o que quer esse público-alvo? As mídias sociais e o mundo digital são importantes para ele?
Temos que ter boas perguntas antes de ter boas respostas. E “é melhor ter uma resposta curta e grossa para a pergunta certa do que uma resposta super elaborada para a pergunta errada”, diz Marty Neumeier, que fundou o think tank Neutron (que acaba de se fundir à agência de design Liquid) e autor de livros sobre design como estratégia para posicionamento de marcas.
Se para dar resposta a qualquer das perguntas acima você tiver dúvidas, não é hora ainda de começar a usar o poder das mídias sociais. É preciso ainda testar se o elástico que vai prendê-lo para o seu bungee jump está seguro. Porque, depois que você pula, não tem volta. O medo pode ser momentâneo, mas o arrependimento é para sempre.
Ontem eu participei do ResultsON Mídias Sociais, e o que mais ouvi por lá foram alertas sobre como as empresas estão vacilando na hora de adotar ou não esse novo universo. Primeiro, elas não conseguem responder à questão primeira (o porquê de querer usar social media). Depois, é altamente atraente porque parece muito moderno, não requer orçamento publicitário e é muito fácil abrir uma conta ou criar um perfil no Twitter, Orkut, Facebook, Flickr, You Tube e um sem-número de possibilidades. Montar um blog corporativo também é simples e barato. A parte complicada é a responsabilidade de alimentá-lo com conteúdo inteligente e que diga algo às pessoas.
E o risco começa aí. Porque ninguém parou para avaliar que a parte mais difícil é manter esses canais abertos, oferecendo conteúdo relevante e efetivamente conversando com gente de carne e osso do outro lado. Começar uma conversa e abandoná-la pouco tempo depois é muito pior do que não conversar. É preciso tempo, dedicação e estratégia para criar e cultivar relacionamentos. Exatamente como no mundo offline.
Postado por Mariela Castro




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