2009
cultura corporativa | Tags: cultura corporativa, mídias sociais
Estou acompanhando uma grande empresa brasileira, que atua em vários segmentos de negócios, em seus passos para pensar o futuro. Não o futuro de amanhã, mas daqui a 50 ou 100 anos. Ficamos dois dias em um workshop discutindo tendências, perspectivas, riscos e estratégias para saber como encarar a velocidade com que os cenários mudam.
Nessa reunião, discutiu-se de maneira interessada, inteligente e apaixonada sobre cultura corporativa, valores e crenças, o que está ainda na esfera do ideário, e o que já faz parte das “certezas básicas compartilhadas”, como chama Edgar Schein, considerado um dos pioneiros no campo da psicologia organizacional. Com isso, foi possível enxugar uma lista meio vazia de valores que não eram praticados e eleger meia dúzia que realmente fazia sentido.
O próximo passo vai contar muito: usar a comunicação como ferramenta estratégica para disseminar – ou “inseminar”, como prefere o professor paulista Marco Antônio de Oliveira – a cultura para todas as unidades da companhia. Se os processos de comunicação não forem bem conduzidos, todas as discussões em torno da cultura corporativa correm o risco de serem simplesmente abandonadas, engolidas pelo dia a dia operacional.
Cabeça fria nessa hora: nada de sair criando blogs corporativos, contas no Twitter ou páginas no Facebook só porque “todo mundo está lá” ou porque é mais “moderno” que materiais impressos ou seminários. Qual é a estratégia por trás dessas mídias sociais? Qual é o posicionamento de imagem almejado, o grau de compromisso pretendido, a história por trás da aparência? O caminho deve ser tal que dê permissão, inspire, influencie e finalmente engage todos os membros da comunidade empresarial em torno da marca. Do mesmo jeito que cultivamos certezas básicas compartilhadas em torno da cultura corporativa, precisamos ter entre todos os membros da organização o mesmo entendimento sobre como se posicionar perante todos os stakeholders.




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