22.05
2013

branding , comunicação corporativa , estratégia | Tags: , , , ,

Reputação é o tipo de coisa que todo mundo só lembra que existe quando acontece uma crise e a imagem da pessoa ou da empresa desce pelo ralo. Em tempos de “bonança”, o comportamento natural é ir levando sem muita preocupação. Mas por que pouco se pensa em construir de forma sólida o seu capital social?

Do ponto de vista corporativo, 87% das empresas em todo o mundo ainda estão no primeiro terço de sua jornada para estabelecer um processo consistente de gestão de sua reputação. Mais da metade não passou da etapa de organizar como mensurar e gerir esse importante ativo intangível e apenas 2% podem dizer que a gestão da reputação está totalmente integrada à sua estratégia de negócios de longo prazo e que merece um naco de seus investimentos.

“Gerir a reputação é manobrar para encontrar oportunidades e ao mesmo tempo mitigar os riscos do negócio”, diz Karper Ulf Nielsen, senior partner do Reputation Institute, organização responsável pelo levantamento desses dados.

Um curso promovido pelo instituto, em parceira com a Tuck School of Business, dos Estados Unidos, reforça: o que você é importa mais do que o que você vende. E traz um caminho muito claro para entender por que, apesar de ser uma demanda tão importante, muitas empresas ainda acreditam que gestão da reputação é apagar incêndios e que é responsabilidade apenas do departamento de comunicação da empresa.

A reputação de uma corporação, ou como ela é percebida pelo mercado, está diretamente ligada a três fatores:

1)    a experiência pessoal como usuário dos produtos ou serviços, como investidor ou como funcionário

2)    as atitudes da empresa, traduzidas em ações, comportamentos, responsabilidade social, governança corporativa e comunicação

3)    a opinião de terceiros, que exerce influência nas pessoas (mídia tradicional e social, líderes e especialistas, sua rede de contatos/network)

“Essas são forças que agem diretamente na construção da reputação e afetam nossa percepção de uma marca forte ou fraca”, afirma Charles J. Fombrun, fundador e chairman do Reputation Institute. É o que gera respeito, confiança, admiração e, por fim, estima por uma marca.

O que acontece em uma crise de imagem — Primeiro, há o choque do acontecimento, o “e agora?”, o telefonema no meio da noite. Em seguida, o evento ganha proporções assustadoras de forma acelerada, o que leva ao pânico e à tendência a agir de maneira irracional, impensada, confusa e até temerosa. Aí se instala o caos na hora de assumir a comunicação, de definir o que e como será dito e por quem. As informações podem se tornar desencontradas, superficiais e incompletas, o que é um prato cheio para a mídia, subitamente onipresente, e mais ainda se considerarmos que hoje os stakeholders podem bombardear diretamente a empresa via mídias sociais – tenham eles razão ou não.

Desafios aos líderes – Parece impossível proteger-se na era digital, em que as notícias – verdadeiras ou falsas — galopam nas redes sociais? O segredo para contornar com mais rapidez e eficiência os percalços do caminho passa pela construção de uma reputação consistente, que possa “segurar as pontas” quando algo ruim acontece.

Saber planejar o crescimento do negócio levando em conta a construção de uma reputação sólida é ainda o principal desafio dos líderes empresariais, segundo o estudo Reputation Leader 2013, baseado nas respostas de líderes de 292 das maiores e mais influentes corporações do mundo.

Os números comprovam: 79% desses líderes concordam que hoje se vive em uma “Economia da Reputação”, mas apenas 20% consideram que sua empresa está preparada para tirar vantagem disso. Em ordem de importância, eles disseram:

  1. Não temos um processo estruturado para integrar questões relativas a reputação em nosso planejamento de negócios (57%)
  2. Não estamos aproveitando o conhecimento que temos para nos tornarmos mais relevantes para cada grupo de stakeholders (45%)
  3. ”Panelinhas” dentro da empresa impedem a colaboração entre pessoas e departamentos (34%)

O estudo também mostrou que 56% dos líderes acreditam que a gestão da reputação é de fundamental importância e 62% disseram que, nos próximos anos, será uma prioridade ainda maior para as empresas.

Porém, a reputação está longe de ser sinônimo de “aparecer bonitinho” nas páginas dos jornais. Reputação é uma percepção muito mais profunda, reflexo de atitudes e ações, e qualquer tentativa de maquiar iniciativas reais com os recursos da comunicação será, mais cedo ou mais tarde, desmascarada.

29.01
2013

estratégia , marketing | Tags: , ,

Não é só uma revolução tecnológica que se desenrola diante de nossos olhos dia após dia. Mais do que notar que o que era teclado+mouse+interface gráfica passou a ser toque+voz+gesto, o fundamental é perceber a mudança de cultura, de interação com o mundo,
Tendo isso em mente, que afeta substancialmente o comportamento do consumidor frente à informação e ao posicionamento de empresas e marcas, dá para inferir algumas tendências para o novo ano que se aproxima. (mais…)
22.11
2012

comunicação corporativa , mídias sociais | Tags: , , ,

O mito mais conhecido da web 2.0 dentro do mundo corporativo é aquele que diz que as redes sociais são um perigo que ameaça concentração, produtividade e eficiência. De tão arraigado, esse é o mito que mais provoca desconforto na hora de as empresas aceitarem a ideia de que, se a internet é hoje natural na vida das pessoas, ela também deve ser no ambiente de trabalho.
A convergência entre social e profissional tem se dado em uma esfera que, cada vez mais, ganha terreno: redes sociais específicas para o segmento corporativo. A consultoria IDC, especializada em tecnologia, projeta que as vendas mundiais de software corporativo para redes sociais vão dar um salto e registrar uma taxa de crescimento anual de 42,4% até 2016. Além disso, a receita dessas aplicações deverá pular de 800 milhões de dólares em 2011 para 4,5 bilhões de dólares nos próximos quatro anos.
25.10
2012

estratégia , mídias sociais , planejamento | Tags: , ,

Um dos primeiros posts que escrevi defendia que, antes de escolher as mídias sociais adequadas para projetar você ou sua empresa, era preciso estabelecer uma estratégia de comunicação que fosse ao encontro do posicionamento de imagem desejado. Isso incluía o então incipiente uso dessas novas mídias até para a sisuda área de Relações com Investidores das empresas.
Esta semana, li um post do Steve Goldner que trazia um infográfico preparado pela Angie Schottmuller, reforçando justamente isso. Seu “funil da estratégia” mostra que, quando montamos uma estratégia de mídias sociais, temos que começar pelo negócio em si, pela compreensão da missão da empresa, de seus objetivos macro. Entender profundamente o seu negócio faz parte do marketing tradicional, e talvez porque alguns pensem que é errado começar pelo que não é “novo” é que etapas cruciais sejam puladas. (mais…)