05.08
2010

mídias sociais , relações com investidores | Tags: , , ,

Luis Fernando de Oliveira, gerente de RI da WEG

A Revista Istoé Dinheiro deste final de semana (com data de capa de 04 de agosto) publicou uma matéria sobre como investidores podem usufruir das mídias sociais, especialmente o Twitter, para se informar sobre companhias de seu interesse. Fui entrevistada pelo repórter Márcio Kroehn por ser uma especialista em relações com investidores e mídias sociais, ou seja, por reunir os dois ingredientes para essa fórmula dar certo… Abaixo, reproduzo a íntegra da matéria.

Siga (bem) sua empresa no Twitter

Os profissionais de Relações com Investidores usam cada vez mais as redes sociais. Saiba como utilizar a internet a seu favor

Por Márcio Kroehn

Pedro Nora vive em Florianópolis e é torcedor fanático do Avaí. Na quarta-feira 28, sua dúvida não estava relacionada ao confronto do time na próxima rodada do Campeonato Brasileiro, mas a quando seria a teleconferência de resultados da fabricante de motores elétricos Weg. 

Nora “twittou” para a empresa e a pergunta chegou para o gerente de relações com investidores, Luis Fernando de Oliveira (endereço: @weg_ir). A resposta, no limite de 140 caracteres, foi escrita às 8h30 e dizia que às 13 horas do dia seguinte seria feita a apresentação aberta a todos os interessados. 

Essa troca de mensagens demonstra que a interação entre o departamento de relações com os investidores e os acionistas está mais frequente com a popularização das mídias sociais. O número de brasileiros plugados em alguma dessas inúmeras redes – Twitter, Facebook, LinkedIn e Flickr, além do já tradicional Orkut – cresce de forma acelerada e sem sinais de arrefecimento. 

Mas a pergunta que interessa aos investidores é a seguinte: vale a pena dedicar tempo para acompanhar sua empresa nas mídias sociais? Segundo os especialistas, a resposta é positiva. No mar de informações que é a internet, as redes sociais acabam ajudando o investidor a filtrar o que interessa e sentir o pulso do mercado. 

“Essas mídias são uma ótima maneira de o internauta ficar informado sobre a companhia em que investe”, diz Mariela Castro (@marielacastro), especialista em relações com investidores e sócia da Communication Advisors. Isso ocorre porque as cotações nada mais são do que o resultado das expectativas – boas ou ruins – sobre uma empresa.  

Boa parte dos movimentos de alta ou de baixa é provocada porque essas expectativas melhoram ou pioram, e essas mudanças podem ocorrer em questão de segundos. A internet torna mais fácil detectar as alterações de humor. Mas esse não pode ser o único canal de informação para um investidor. 

“As companhias brasileiras precisam trabalhar com mais afinco suas mídias sociais”, afirma Fabiane Goldstein (@fabi_gold), que trabalhou com relações com investidores no Citibank, no Chase Manhattan e no Unibanco e há quatro meses criou uma consultoria especializada no tema. Ou seja, as empresas têm uma tremenda ferramenta para falar com seus acionistas, mas ainda não sabem como usá-la.

 O Twitter permite, por exemplo, que o investidor seja informado todas as vezes em que a empresa distribui um comunicado ao mercado por meio da Comissão de Valores Mobiliários. Também é possível colher informações gerais que interessam aos acionistas e que, de outra forma, seriam mais difíceis de obter. 

“Não informamos nossos acionistas das cotações diárias de fechamento das ações, pois essa informação é muito fácil de obter e não agrega valor”, diz Rodrigo Alves, gerente- geral de relações com investidores da Gol. “No entanto, divulgamos todos os meses a participação das companhias aéreas no mercado.”  Publicada pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), esse percentual é uma informação relevante para o desempenho das ações de qualquer empresa do setor e a Gol reproduziu no seu Twitter de 14 de julho um link para o balanço de junho. 

 Já a Weg convoca seus acionistas para participar das assembleias pelo Twitter, possibilitando o envio de perguntas dos 700 seguidores. “Muitos investidores participam e mostram que entendem bem o nosso negócio”, diz Oliveira, que cuida pessoalmente de todas as mensagens e escreve em inglês e português. 

 “É mais inteligente manter um contato direto com o investidor dessa maneira.” Quem estiver em busca de barbadas, informações privilegiadas e fofocas quentíssimas vai se decepcionar. Tudo o que é publicado é cuidadosamente selecionado. 

“A coerência do sigilo é válida em todas as mídias. Somente as estratégias públicas é que estarão no Twitter ou em uma reunião de analistas”, afirma Mariela Castro. Na Gol, essas normas são seguidas à risca. Por exemplo, relatórios de analistas de investimentos ficam de fora. 

“Uma análise positiva ou negativa sempre tem prós e contras. Não divulgamos relatórios ou notas de agências de classificação de risco”, diz Alves, que abriu contas desde o Facebook até o LinkedIn. O Twitter (@golinvest) tem 1,3 mil seguidores e é escrito apenas em inglês. Isso porque mais de dois terços dos acionistas são estrangeiros.

As grandes empresas têm sido mais arredias às mídias sociais. Das cinco ações que movimentam o maior volume financeiro diário na bolsa – Vale, Petrobras, BM&FBovespa, Itaú Unibanco e Bradesco –, apenas os bancos possuem conta no Twitter. O Itaú (@itauunibanco_ri) tem 1,3 mil seguidores e coloca apenas informações sobre o valor da ação. 

Já os 900 seguidores do Bradesco (@Bradesco_ri) recebem informações sobre teleconferência e relatórios. Na terça-feira 27, às 9h55, todos foram alertados sobre as alterações na nova diretoria do banco com um “twitte”. A dificuldade das empresas tem sido entender qual é a dose de informação ideal. Cabe ao investidor separar o joio ainda abundante do trigo, que por enquanto é escasso.

 Veja aqui o texto original, no site da revista.

21.07
2010

consumo , estratégia | Tags: , , , , ,

A cidade de São Lourenço, no sul de Minas Gerais, tem cerca de 43 mil habitantes. A região, muito bonita, integra o famoso Circuito das Águas e concentra hotéis-fazenda com boa estrutura de lazer, o que faz com que os hóspedes nem saiam dos limites das vastas propriedades, podendo ali mesmo andar a cavalo, fazer trilhas, curtir a piscina e todas as outras atrações diurnas de cada hotel.

À noite, por outro lado, dá aquela vontade de mudar de ares e passear na cidade, comer por lá, e comprar artesanato, roupas e outras coisas que são a cara da região. Comprar, à noite? Nada disso. As lojas fecham às seis horas da tarde, eliminando por completo – a menos que você deixe o hotel no meio da tarde – a chance de um turista de lazer comprar um souvenir e movimentar o comércio da cidade.

Peguemos outro exemplo: Itacaré, na Bahia, com 20 mil habitantes. O que uma cidade ensina à outra?

(mais…)

15.07
2010

cultura corporativa , mídias sociais | Tags: , , , ,

Nas novas corporações – conectadas no que acontece no mundo, adeptas da tecnologia e com poucos profissionais no nível intermediário de gerência – você tem que fazer muito mais do que simplesmente trabalhar duro para crescer na carreira. Você também deve mostrar que é socialmente competente. Isso significa construir boas relações no ambiente de trabalho (mas também fora dele), interagir com diferentes níveis hierárquicos (inclusive os chefes), participar da vida corporativa.

Não é nenhuma novidade que, para avançar na carreira, você deve cultivar seu network. Mas, se é assim tão óbvio, por que é que muitos jovens profissionais, super preparados nas melhores escolas, ainda acham que somente enfiar o nariz nas tarefas e entregar o trabalho é suficiente para ser reconhecido?

(mais…)

06.07
2010

branding , consumo | Tags: , ,

Hoje li no Twitter uma definição que achei muito pertinente, porque reúne os quatro ingredientes fundamentais para a comunicação ideal na nova realidade de web 2.0: “Mídias sociais = menos promoção, produtos melhores, mais verdade, gente mais feliz”.

Quero me ater ao item “mais verdade”. Não dá mais para tentar controlar ou manipular verdades que a tecnologia se encarrega de escancarar para quem quiser ver/ouvir. Não adianta, por exemplo, a Fifa decidir vetar o replay em partidas de futebol para evitar o constrangimento de árbitros e até jogadores em lances polêmicos como a anulação do nítido gol da Inglaterra contra a Alemanha ou de faltas maldosas – a verdade teima em prevalecer.

(mais…)